ORQUIDÁRIO VALE DA PRATA

EMPORIUM ORCHID

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Adubação de Orquídeas!!!


A adubação foliar com produtos químicos de alta pureza, sem a presença de componentes tóxicos para as plantas, como ocorre nos produtos comerciais, produz ótimos resultados, tendo sobre a adubação orgânica a grande vantagem de não obstruir os espaços dos substratos, o que dificulta a ventilação indispensável às raízes. Outra vantagem é que não provoca a rápida decomposição do substrato pela ação de germes de putrefação. Nos climas quentes, a presença de intensas contaminações por fungos nos substratos tratados organicamente é uma constante.

Adubação!!!

A ADUBAÇÃO FOLIAR DE ORQUIDEAS
Recomendações gerais
A adubação foliar com produtos químicos de alta pureza, sem a presença de componentes tóxicos para as plantas, como ocorre nos produtos comerciais, produz ótimos resultados, tendo sobre a adubação orgânica a grande vantagem de não obstruir os espaços dos substratos, o que dificulta a ventilação indispensável às raízes. Outra vantagem é que não provoca a rápida decomposição do substrato pela ação de germes de putrefação. Nos climas quentes, a presença de intensas contaminações por fungos nos substratos tratados organicamente é uma constante. Nas culturas artificiais em que as plantas são altamente exigidas, para regularidade do seu desenvolvimento e a constância da floração, temos que suprir suas exigências, fornecendo-lhes os elementos finais carentes em forma de adubação, que pode ser de 100% feita na forma foliar (para o caso de ornamentais) dispensando a adubação do substrato, além de altamente econômico, considerando que a adubação deve ser feita cada 7 ou 15 dias.
Adubação!!!
As orquídeas são pouco exigentes e contentam-se com pequenas quantidades de elementos nutritivos. Devido ao seu metabolismo pequeno e baixa velocidade de crescimento. As epífitas, nascidas ou plantadas em árvores formam com o passar dos anos uma rede de raízes nas quais são retidas partículas de poeira, fezes de pássaros e restos vegetais em decomposição, que são suficientes para o fornecimento dos elementos minerais que ela necessita para o seu crescimento e floração. As orquídeas de solo se valem da mineralização dos restos vegetais sobre os quais elas crescem.

Mas nos orquidários as plantas vivem em ambiente artificial, restritas em vasos, consumindo muita energia no seu esforço de adaptação e precisam de cuidados, dentre os quais o fornecimento de nutrientes, que as adubações garantem. Durante muitos anos a maioria dos orquidófilos não admitia que as suas plantas recebessem qualquer adubação, porque elas não recebiam na natureza. Hoje, praticamente todos aceitam a adubação como necessária e vantajosa. Mas existe ainda muita divergência sobre como, com que e quando adubar.

Os adubos podem ser orgânicos ou minerais. Os orgânicos são constituídos de resíduos vegetais, dejetos de animais, folhas e ramos em decomposição, subprodutos da industrialização de grãos e fibras vegetais. Pela sua natureza e composição química não são grandes fornecedores de nutrientes, mas são capazes de criar na terra e nos vasos, um meio biologicamente equilibrado, que ajuda a manter a umidade, a aeração do substrato e a proliferação de micro plantas e animais que tornam mais fácil as trocas de nutrientes entre o substrato e as raízes. Para serem aproveitados devem ser mineralizados pela ação dos microorganismos. São de ação lenta mas durável e bons fornecedores de micronutrientes.
Adubação!!!
Os adubos minerais, também chamados de químicos são resultantes do tratamento por processos químicos de rochas moídas, ou resíduos industriais, ou minerais encontrados como impurezas em jazidas. São solúveis em água e de ação rápida, por serem modificados para fórmulas químicas de aproveitamento direto; quanto mais solúvel o adubo, mais rápida e curta será sua utilização. Estes adubos, pela maior ou menor quantidade requerida pelas plantas, são divididos em dois grupos:




- macronutrientes, que as plantas necessitam e consomem mais, sendo os mais requeridos: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, enxofre e manganês.

- micronutrientes, que apesar de indispensáveis são consumidos em porções mínimas pelas plantas, sendo os mais requeridos: boro, zinco, cobre, cobalto, magnésio, molibdênio.

Não existindo pesquisas conclusivas sobre a adubação de orquídeas em nosso pais, cada orquidófilo tem a sua maneira de fertilizar suas plantas, baseados em observações pessoais ou de amigos, indicação de livros estrangeiros, etc. Os produtos e métodos de adubação mais encontrados entre os orquidófilos brasileiros, são os que seguem.

Como adubação orgânica muitos orquidófilos usam o esterco de galinha. Um bom produto, sem dúvida. O esterco deve ser secado ao sol, moído e distribuído sobre o substrato a cada dois meses, sendo suficiente uma colher de sopa por vez; outro processo usual é colocar 3 quilos do esterco em 20 litros de água, deixar em repouso até que fermente e com a calda resultante regar os vasos, principalmente os que estão em início de florescimento. Ou diluir a calda e com a mistura pulverizar as plantas.
Adubação!!!
A adubação orgânica pode ser ainda feita com a mistura em partes iguais de farinha de ossos e torta de mamona, da qual se coloca uma colher de sopa sobre o substrato, após o florescimento, enquanto a planta faz o repouso anual. O adubo ira se decompor durante o repouso e estará pronto a ser absorvido quando este terminar. Pode-se acrescentar a esta mistura, húmus de minhoca em partes iguais. Este produto puro e sem terra pode ser também usado sozinho.

A adubação mineral não deve ser feita distribuindo o adubo em pó sobre o substrato, porque sendo os adubos minerais muito solúveis, poderiam danificar as raízes. Elas devem ser feitas, sempre pela via foliar, em pulverização. Existem muitas formulações à disposição dos orquidófilos, a maioria delas contendo apenas nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), em diferentes proporções, preparadas para manutenção ou florescimento. O problema é que em qualquer orquidário encontram-se plantas em repouso, crescimento e florescimento, simultaneamente, sendo difícil pulverizá-las separadamente. Encontram-se também formulações completas, com os macro e micronutrientes necessários para uma nutrição mais equilibrada.

A adubação mineral deve ser feita em doses mínimas e em intervalos curtos, uma ou duas semanas, entre elas. Doses mínimas e freqüentes dão resultados melhores, do que doses grandes e muito espaçadas. Os adubos foliares podem ser misturados às caldas inseticidas ou fungicidas.

Adubação!!!

Aqui citarei alguns tipos de adubos, e suas funções:
30 - 10 - 10 = crescimento
10 - 30 - 20 = floração
20 - 20 - 20 = manutenção
08 - 45 - 14 = arranque, replantio, frio - força a planta a soltar raízes e brotações

30-10-10 de crescimento para mudas de plantas que não estão em época de floração. Recomendado para o período em que as plantas saíram de florescência e estão entrando na fase de brotação. Crescimento rápido e vigoroso de folhas e bulbos.


10-30-20 para floração de plantas adultas. Estimula e melhora o aspecto da floração, além de estender a duração da florescência. Em algumas espécies, estimula a floração mais de uma vez ao ano



8-45-14 para recuperar plantas adultas que não florescem mais, acelerar o crescimento de mudas mais novas e estimular o crescimento das raízes.

20-20-20 é um produto versátil e recomendado para uso geral. Aplicável, principalmente, para a manutenção de plantas adultas.

Um comentário:

  1. achei muito interessante, de fácil entendimento!

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