sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Adubação de Orquídeas!!!


A adubação foliar com produtos químicos de alta pureza, sem a presença de componentes tóxicos para as plantas, como ocorre nos produtos comerciais, produz ótimos resultados, tendo sobre a adubação orgânica a grande vantagem de não obstruir os espaços dos substratos, o que dificulta a ventilação indispensável às raízes. Outra vantagem é que não provoca a rápida decomposição do substrato pela ação de germes de putrefação. Nos climas quentes, a presença de intensas contaminações por fungos nos substratos tratados organicamente é uma constante.

Adubação!!!

A ADUBAÇÃO FOLIAR DE ORQUIDEAS
Recomendações gerais
A adubação foliar com produtos químicos de alta pureza, sem a presença de componentes tóxicos para as plantas, como ocorre nos produtos comerciais, produz ótimos resultados, tendo sobre a adubação orgânica a grande vantagem de não obstruir os espaços dos substratos, o que dificulta a ventilação indispensável às raízes. Outra vantagem é que não provoca a rápida decomposição do substrato pela ação de germes de putrefação. Nos climas quentes, a presença de intensas contaminações por fungos nos substratos tratados organicamente é uma constante. Nas culturas artificiais em que as plantas são altamente exigidas, para regularidade do seu desenvolvimento e a constância da floração, temos que suprir suas exigências, fornecendo-lhes os elementos finais carentes em forma de adubação, que pode ser de 100% feita na forma foliar (para o caso de ornamentais) dispensando a adubação do substrato, além de altamente econômico, considerando que a adubação deve ser feita cada 7 ou 15 dias.
Adubação!!!
As orquídeas são pouco exigentes e contentam-se com pequenas quantidades de elementos nutritivos. Devido ao seu metabolismo pequeno e baixa velocidade de crescimento. As epífitas, nascidas ou plantadas em árvores formam com o passar dos anos uma rede de raízes nas quais são retidas partículas de poeira, fezes de pássaros e restos vegetais em decomposição, que são suficientes para o fornecimento dos elementos minerais que ela necessita para o seu crescimento e floração. As orquídeas de solo se valem da mineralização dos restos vegetais sobre os quais elas crescem.

Mas nos orquidários as plantas vivem em ambiente artificial, restritas em vasos, consumindo muita energia no seu esforço de adaptação e precisam de cuidados, dentre os quais o fornecimento de nutrientes, que as adubações garantem. Durante muitos anos a maioria dos orquidófilos não admitia que as suas plantas recebessem qualquer adubação, porque elas não recebiam na natureza. Hoje, praticamente todos aceitam a adubação como necessária e vantajosa. Mas existe ainda muita divergência sobre como, com que e quando adubar.

Os adubos podem ser orgânicos ou minerais. Os orgânicos são constituídos de resíduos vegetais, dejetos de animais, folhas e ramos em decomposição, subprodutos da industrialização de grãos e fibras vegetais. Pela sua natureza e composição química não são grandes fornecedores de nutrientes, mas são capazes de criar na terra e nos vasos, um meio biologicamente equilibrado, que ajuda a manter a umidade, a aeração do substrato e a proliferação de micro plantas e animais que tornam mais fácil as trocas de nutrientes entre o substrato e as raízes. Para serem aproveitados devem ser mineralizados pela ação dos microorganismos. São de ação lenta mas durável e bons fornecedores de micronutrientes.
Adubação!!!
Os adubos minerais, também chamados de químicos são resultantes do tratamento por processos químicos de rochas moídas, ou resíduos industriais, ou minerais encontrados como impurezas em jazidas. São solúveis em água e de ação rápida, por serem modificados para fórmulas químicas de aproveitamento direto; quanto mais solúvel o adubo, mais rápida e curta será sua utilização. Estes adubos, pela maior ou menor quantidade requerida pelas plantas, são divididos em dois grupos:




- macronutrientes, que as plantas necessitam e consomem mais, sendo os mais requeridos: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, enxofre e manganês.

- micronutrientes, que apesar de indispensáveis são consumidos em porções mínimas pelas plantas, sendo os mais requeridos: boro, zinco, cobre, cobalto, magnésio, molibdênio.

Não existindo pesquisas conclusivas sobre a adubação de orquídeas em nosso pais, cada orquidófilo tem a sua maneira de fertilizar suas plantas, baseados em observações pessoais ou de amigos, indicação de livros estrangeiros, etc. Os produtos e métodos de adubação mais encontrados entre os orquidófilos brasileiros, são os que seguem.

Como adubação orgânica muitos orquidófilos usam o esterco de galinha. Um bom produto, sem dúvida. O esterco deve ser secado ao sol, moído e distribuído sobre o substrato a cada dois meses, sendo suficiente uma colher de sopa por vez; outro processo usual é colocar 3 quilos do esterco em 20 litros de água, deixar em repouso até que fermente e com a calda resultante regar os vasos, principalmente os que estão em início de florescimento. Ou diluir a calda e com a mistura pulverizar as plantas.
Adubação!!!
A adubação orgânica pode ser ainda feita com a mistura em partes iguais de farinha de ossos e torta de mamona, da qual se coloca uma colher de sopa sobre o substrato, após o florescimento, enquanto a planta faz o repouso anual. O adubo ira se decompor durante o repouso e estará pronto a ser absorvido quando este terminar. Pode-se acrescentar a esta mistura, húmus de minhoca em partes iguais. Este produto puro e sem terra pode ser também usado sozinho.

A adubação mineral não deve ser feita distribuindo o adubo em pó sobre o substrato, porque sendo os adubos minerais muito solúveis, poderiam danificar as raízes. Elas devem ser feitas, sempre pela via foliar, em pulverização. Existem muitas formulações à disposição dos orquidófilos, a maioria delas contendo apenas nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), em diferentes proporções, preparadas para manutenção ou florescimento. O problema é que em qualquer orquidário encontram-se plantas em repouso, crescimento e florescimento, simultaneamente, sendo difícil pulverizá-las separadamente. Encontram-se também formulações completas, com os macro e micronutrientes necessários para uma nutrição mais equilibrada.

A adubação mineral deve ser feita em doses mínimas e em intervalos curtos, uma ou duas semanas, entre elas. Doses mínimas e freqüentes dão resultados melhores, do que doses grandes e muito espaçadas. Os adubos foliares podem ser misturados às caldas inseticidas ou fungicidas.

Adubação!!!

Aqui citarei alguns tipos de adubos, e suas funções:
30 - 10 - 10 = crescimento
10 - 30 - 20 = floração
20 - 20 - 20 = manutenção
08 - 45 - 14 = arranque, replantio, frio - força a planta a soltar raízes e brotações

30-10-10 de crescimento para mudas de plantas que não estão em época de floração. Recomendado para o período em que as plantas saíram de florescência e estão entrando na fase de brotação. Crescimento rápido e vigoroso de folhas e bulbos.


10-30-20 para floração de plantas adultas. Estimula e melhora o aspecto da floração, além de estender a duração da florescência. Em algumas espécies, estimula a floração mais de uma vez ao ano



8-45-14 para recuperar plantas adultas que não florescem mais, acelerar o crescimento de mudas mais novas e estimular o crescimento das raízes.

20-20-20 é um produto versátil e recomendado para uso geral. Aplicável, principalmente, para a manutenção de plantas adultas.

Cultivo em telha de barro


Você vai precisar de:


1 Telha, Substrato que retenha umidade (fibras de coco, Xaxim, musgo do chile, etc.), e líquens ou musgo vivo de árvores.
Lave a telha e após, espalhe o substrato por toda a área da telha.
Recolha e árvores e pedras musgo vivo para servir de indicador de umidade em seu ambiente, alem de formar um belo arranjo devido a grande variação de cores e texturas que o musgo apresenta.
Coloque o musgo sobre o substrato deixando os pedaços maiores para as partes que não é possível cobrir com o substrato.
Após ter espalhado o musgo, molhe-o e pressione com a mão para firmar bem o musgo sobre a telha.
Reserve a telha na posição horizontal por aproximadamente 15 dias até o musgo começar a crescer e se fixar na telha, lembrando sempre de manter o substrato bem úmido para agilizar o processo.
observa-se o início da fixação do musgo.
Após a fixação do musgo, escolha a orquídea e plante - a, utilizando para isso um arame ou barbante.
Você poderá ainda fazer pequenos furos na telha para passar as amarras deixando a planta mais firme sobre o substrato.
O resultado final é este, e fica anida muito mais bonito com a orquídea florida.
Você poderá fazer armações em arame para poder expo-las ou pendurá-las em seu orquidário.

Diabrotica sp.

Nova Mensagempor wolf em Quinta Jan 14, 2010 03:22
Olá.

Seguem fotos de mais uma praga que ataca nossas orquídeas.

Esse besouro é conhecido como brasileirinho ou vaquinha, dependendo da região do País.
Possui coloração verde e amarelas, motivo pelo qual também é conhecida como ‘patriota’. 
Seu nome científico é Diabrotica, deveria ser "Diabólica" :roll: :lol: pois é uma praga de diversas plantações em toda a América Central e do Sul.
A fase larval do inseto é subterrânea sendo que se alimenta principalmente de raízes de diversas espécies. O inseto adulto alimenta-se de partes vegetativas e pólen de flores, causando grande destruição quando em alta densidade. Além do dano direto, a vaquinha é vetor de doenças viróticas e bacterianas.
O ciclo leva aproximadamente um mês para completar-se, sendo que cada fêmea pode colocar até mais de 2000 ovos, podendo, dessa forma, atingir grande população em pouco tempo caso não seja detectada precocemente.
Existe, no entanto, feromônios sexuais que atraem os machos para armadilhas feitas de garrafas pet contendo água e detergente. Como inimigos naturais a vaquinha possui os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, que infectam naturalmente larvas e adultos de D. speciosa no campo, e a mosca Celatoria bosqi que parasita essa praga. Aranhas e algumas espécies de formigas também são inimigos naturais.
Porém, algumas espécies do gênero Diabrotica, ao consumirem partes de plantas cucurbitáceas, não são parasitadas pelo fato de ingerirem uma substância chamada curcubitacina, que é tóxica a alguns inimigos naturais.

Prevenção e Combate.

Como este inseto só ataca as flores da orquídea, normalmente só é identificado após o seu ataque, o que pode ser tarde em alguns casos.
O ideal é a aplicação de pequenas doses de inseticida em intervalos de 15 dias, ou repelentes como por exemplo o óleio de Neen.
Outra alternativa é recolher e proteger as plantas em botão, prevenindo ataques destes e outras pragas.

Abaixo umas das espécies de Diabrotica atacando uma Cattleya tigrina, está da imagem, uma Diabrotica undecimpuntacta, que possui coloração amarela com pintas escuras, diferente da Diabrotica speciosa que é mais comum nas coleções.

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Abaixo duas espécies de Diabrotica atacando uma mesma planta, Diabroticaundecimpuntacta a frente, e a Diabrotica speciosa mais ao fundo, que possui coloração verde com seis pintas amarelas.

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Abaixo imagem do estrago feito por essa praga.

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Tenthecoris bicolor

Ago 31, 2009 02:14
Pra quem ainda não conhece, esse bichinho das fotos é o Tenthecoris bicolor, que é altamente maléfico as orquídeas.
São insetos sugadores que provocam grandes lesões irreparáveis nas folhas e bulbos, muitas vezes enfraquecendo a planta e levando-a a morte.
Aproveitam também as folhas para depositar seus ovos, acarretando no desenvolvimento de grandes colônias de insetos em muito pouco tempo.

Combate e prevenção.
Utilize inseticidas sistêmicos ou de ação prolongada bem como repelentes como o óleo de nin (neem), se o ataque já estiver ocorrendo utilize inseticida de contato para acabar com os insetos adultos e reaplique em intervalos de 7 dias para acabar com os ovos que forem eclodindo.

Para um combate efetivo dessa praga é essencial um orquidário totalmente fechado com a tela de sombreamento, evitando que esses insetos entrem voando até suas plantas.

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Pragas e Doenças!

Pragas e doenças atacam as orquídeas por muitos motivos e hoje existem diversas formas de controle e combate de pragas e doenças, naturais ou industrializadas.

O controle adequado de luz, umidade e adubação correta do substrato favorecem o não aparecimento de doenças e pragas. A disposição dos vasos com distância mínima de 20 cm também é aconselhado, para que parasitas não migrem de uma planta para outra.

A esterilização de tesouras e o próprio manuseio de plantas doentes deve ser feito com atenção, para que não se passe doenças para plantas sadias logo depois. Mudas, que são mais sensíveis às doenças, devem ficar separadas de plantas adultas.

Em geral, muita umidade pode trazer problemas crônicos para as raízes, causando seu apodrecimento. O acúmulo de água é também causa da perda e amarelamento das folhas, deixando-as com uma coloração verde-garrafa. É também excesso de umidade que atrai fungos que podem matar uma planta adulta num curto espaço de tempo.

Pragas também são comuns em orquídeas, como os pulgões. Uma planta sob ataque de um pulgão comum, da família dos afídeos (Aphidae), que adora sugar seiva de hastes novas (hastes de Oncidium são um alvo comum), e de botões florais, o que pode acabar com uma bela floração em poucos dias.

Além de danificar as flores, os pulgões podem transmitir certos tipos de vírus, notadamente o OFV (Orchid Fleck Virus). Outras pragas como Lesmas, caracóis, nematóides e conchonilas variadas, que comem as raízes ou atacam as folhas e flores.

No caso de lesmas e caracóis, recomenda-se a retirada manual através de armadilhas de miolo de pão embebido em cerveja ou mesmo cortes pequenos de chuchu. Para retirada completa dos ovos (que medem de 1 a 3 mm) e o restante dos caracóis, deve-se afundar o vaso da planta por uma ou duas horas em água e repetir este processo nas próximas duas ou três semanas seguintes.

Fungos e Doenças!!!

Ao comprar uma planta, procure sempre conhecer sua procedência, para não levar para casa uma espécie contaminada por vírus, nematóides, caracóis e fungos, por exemplo.

Se o problema dos pulgões e conchonilhas persistir, tente o uso do fumo de rolo. Ferva 100g de fumo de rolo picado em 1,5 litro de água. Acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó. Espere esfriar e borrife sobre as plantas infectadas. É importante ferver o fumo, pois pode ser portador de vírus.

Pragas e Doenças!

Mesmo as orquídeas muito bem cuidadas estão sujeitas a problemas. Quando esses ocorrerem, aja com rigor.
As principais pragas que atacam as orquídeas são as seguintes:
A) Isosoma (Eurytoma orquidearum)
Besourinho preto, de uns 2 mm de comprimento.Perfura a gema da orquídea com sua cauda ponteaguda, lançando ali ovos, que mais tarde originarão novos besouros. O processo inteiro demanda de 6 a 8 semanas, e causa consideráveis estragos. É que as larvas se alimentam da polpa dos brotos, criando uma cavidade no seu interior e fazendo com que se desenvolvam com aspecto deformado.Quando o broto nasce grosso na base e pontudo na extremidade, é quase certo que contenha isosomas em seu interior. E, se ao apertá-lo com os dedos , você sentir que ele está oco , a confirmação está dada.

B) Larva mineira (Mordelistena cattleyana)
Trata-se de um besourinho de uns 2 mm de comprimento, de cor marrom. Ele injeta seus ovos nas folhas tenras das orquídeas. Os ovos se transformam em larvas e estas vão caminhando e abrindo galerias no interior das folhas, em todas as direções. O resultado são folhas feias, carcomidas e condenadas.

C) Pulgões
Pequenos insetos medindo cerca de 2 mm, que se incrustam nas folhas, para sugá-las. Eles possuem uma carapaça cerosa que os proteje contra muitos inseticidas.

D) Cochonilhas
Semelhantes a um algodão branco, que fica sempre alojado no verso das folhas, sugando-as.

E) Tenthecoris bicolor
É uma espécie de baratinha de cor laranja. Voadora, é fácil de ser detectada e vista a olho nu, pois aparece em enxames. Aloja-se de preferência no verso das folhas, sugando e deixando manchas amarelas nas mesmas.

F) Trips (Themios trips)
Esse minúsculo inseto (não passa de 1 mm), desenvolve-se em três semanas. Lança os ovos nas folhas, que após eclodirem, caminham por elas, deixando-as marcadas com estrias marrons.Pior estrago é feito nas flores, que são danificadas e não julgadas nas exposições.Essa praga desenvolve-se em lugares muito quentes e úmidos.

Pragas e Doenças!

G) Lesmas e caramujos
Se alimentam de raízes , folhas novas e flores. Para nós, é a praga de mais difícil controle. Alojam-se no interior do substrato, sob as raízes e, à noite, ou após a rega ou chuva, saem para se alimentar.

F ) Formigas
As cortadeiras danificam folhas e flores. As “doceiras”, vem em busca de néctar, trazendo cochonilhas e pulgões.

Como Combater as Pragas!!!

COMO COMBATER
Como na medicina , melhor é prevenir do que remediar. Uma inspeção freqüente e cuidadosa deve ser feita frequentemente. No entanto, com certeza, hora ou outra nos depararemos com o problema. E aí, temos que agir com eficiência e eficácia.
Com exceção das lesmas e caramujos, poderemos resolver o problema com o uso de uma mistura contendo um inseticida organofosforado, um piretóide e um óleo mineral.
Devemos tomar os devidos cuidados na manipulação dos mesmos, e usá-los sob orientação de agrônomos.Quanto as lesmas e caramujos, o produto Mesurol (Bayer) tem sido usado com bons resultados. Recentemente o procurei na própria Bayer, mas disseram que a produção foi descontinuada.Tem sido usados ainda, inseticidas altamente tóxicos do grupo dos Carbamatos e o Methaldeido.

As Doenças!!!

AS DOENÇAS
Muito mais que as pragas, as doenças são lesivas às orquídeas, e aqui sim, vale ainda mais o lema: “Antes prevenir que remediar”.As doenças, apesar de mais danosas às plantas, são mais fáceis de se prevenir, se regras básicas de higiene e cuidado forem tomadas.
A) Podridão negra
Pouco difundida,é causada pelo Phytium, um fungo bastante virulento, de cor marrom. A mesma começa na base das folhas e se alastra rapidamente. Felizmente, a podridão negra só costuma atacar plantas muito debilitadas.
B) Podridão bacteriana
Causada por bactérias.

TRATAMENTO
Devem ser eliminadas as partes afetadas, fazendo-se em seguida, tratamento das cicatrizes com preparados especiais. No entanto, no Boletim CAOB Nº 3, VOL III de maio/agosto de 1991,sob o título “E ainda se perdem plantas por podridão?” dois orquidófilos de Pernambuco, Augusto Burle Gomes Ferreira e Carlos Eduardo Melo e Silva , este último meu colega de profissão, fizeram a experiência de tratar as plantas acometidas por uma bactéria (Pseudomonas cattleyae) com Cicatrene em pó (Neomicina+Bacitracina-Laboratório Farmoquímica).Trataram plantas injetando o medicamento dissolvido, com uma agulha de injeção raquidiana ou usando-o topicamente.O Dr Carlos Eduardo, que além de orquidófilo é cirurgião vascular, perfurou a planta acometida em sentido longitudinal, pela axila foliar e injetou 1 cm3 no último bulbo infectado e no primeiro, ainda não infectado. A planta foi curada sem que fossem removidas as partes doentes.Enquanto isso, experimentavam curar por uso tópico, e obtinham os mesmos resultados, descobrindo assim que o Cicatrene age sistemicamente nos vegetais, embora não aja assim nos animais.Verificaram, ainda, que o Cicatrene creme e spray, mostravam-se totalmente ineficazes.
Procurando no DEF (Dicionário de Especialidades Farmacêuticas), verifiquei que atualmente só existe o Cicatrene creme, mas que o Anaseptil pó (Laboratório Farmasa),possui Neomicina, Bacitracina e outros agentes antissépticos.

As Doenças!!!

C)Viroses
Apesar de serem relatados cerca de 27 vírus infectando orquídeas, apenas 3 sãode ocorrência em cultivos comerciais e não comerciais, depreciando a qualidade das plantas e das flores no Brasil: o Cymbidium mosaic vírus-CyMV ( Mosaico do Cymbidium), o Odontoglossum ringspot vírus –ORSV (mancha anelar do Odontoglossum) e um Rhabdovirus causador de lesões anelares necróticas. Dos três vírus citados, os dois primeiros assumem grande importância na orquidofilia, não só brasileira como mundial, em função da freqüente presença.
O CyMV e o ORSV são vírus distintos, porém, muitas vezes, são encontrados concomitantemente, causando sintomas e sinais semelhantes em inúmeros gêneros de orquídeas.Ambos não apresentam vetores conhecidos e não são transmitidos por sementes quando estas são semeadas a partir de frutos maduros.Sendo assim, a perpetuação do CyMV e do ORSV ocorre apenas através da micropropagação e a disseminação por meio de instrumentos de corte, ou seja, mecanicamente.

As Doenças!!!

A diagnose , utilizando-se exclusivamente a avaliação visual, é extremamente complicada, pela alta variabilidade sintomatológica dos vírus em questão e por muitos distúrbios fisiológicos e fatores abióticos apresentarem sintomatologia semelhante. Apenas a título de esclarecimento, podem ser observadas as seguintes variações sintomatológicas, não restritas a vírus, mas que podem funcionar com aviso no ato da aquisição de alguma planta. São eles: Mosaico-manchas foliares escuras, necróticas e irregulares, manchas anelares concêntricas, flores com necrose ou “color brake” (quebra na continuidade da coloração) e maior transparência de pétalas e sépalas. Além das variações sintomatológicas citadas acima, em muitos casos, encontramos ainda, plantas assintomáticas, porém viróticas.
Para uma correta e segura diagnose, podem ser empregados testes serológicos (p.ex. ELISA), técnicas moleculares ( p.ex. PCR), microscopia eletrônica de transmissão ou ainda o emprego de plantas indicadoras. Estas técnicas, no entanto, não estão ao alcance do orquidófilo para que ele, por si só, possa diagnosticar esse problema. Porém,centros especializados como as universidades, podem e devem ser procurados para se realizar a análise dos materiais com suspeita de estarem infectados.
CONTROLE
A principal forma de disseminação das viroses é através de instrumentos de corte utilizados nas operações de limpeza, replante, poda, corte de flores ,etc.Recomenda-se a desinfecção de tesouras, facas, canivetes e outros instrumentos de corte em geral, podendo ser empregado o uso do calor, flambando-se a ferramenta, que antes deve se imersa em álcool. Outras opções para eliminação das partículas virais são: Álcool etílico a 70 %, leite, trifosfato de sódio, formalina, hipoclorito de sódio, hidróxido de sódio, ou água com sabão neutro. Enfatiza-se aqui a imersão das ferramentas em solução de trifosfato de sódio a 5% por 5 minutos ou ainda em hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária diluída meio a meio com água) ou hidróxido de sódio a 1%.

As Doenças!!!

Deve-se ressaltar a necessidade de higienização não apenas das ferramentas, mas também das mãos dos orquidófilos e funcionários, das bancadas, dos vasos e substratos. A separação das plantas infectadas das sadias ou mesmo a sua destruição, é uma prática obrigatória.
Outra observação a ser ressaltada é que, uma vez que já foram relatadas em orquídeas diversas viroses, vetores conhecidos ,como as pragas citadas acima, devem ser controlados, assim como deve ser feita a eliminação de possíveis plantas hospedeiras alternativas de vetores e vírus.
Ao se iniciar uma coleção ou aquisição de plantas matrizes, deve-se optar por plantas sadias. Porém, se houver necessidade de se multiplicar plantas de grande interesse e essas se encontram infectadas, algumas técnicas podem ser empregadas para se obter plantas idênticas a planta mãe, só que isentas de vírus. Tais técnicas são: termoterapia, a cultura de tecidos e a quimioterapia ( p. ex. o uso do Virazole), além do emprego conjunto dos métodos acima citados. Assim sendo, tendo-se a necessidade de obtenção de plantas livres de vírus, a partir de uma matriz infectada, deve-se recorrer a laboratórios que possuam “know how” para esse procedimento.

D) Fungos
Manifestam-se pelo aparecimento de manchas marrons nas plantas, sendo seu surgimento causado pelo excesso de umidade nas plantas ou em todo o ambiente. O que mais ataca as orquídeas é o Gleosporium.
Como combater: Para combate-los, usa-se um fungicida de contato, p.ex. Manzate, ou sistêmico (p.ex Benlate)

cocho.

para combater as cochonilhas
usa -se também SBP casa e jardim (muito bom)
e fumax um produto à base de fumo que é super pratico!!!

CULTIVO DE ORQUÍDEAS - REGRAS GERAIS

Escrito de forma clara e objetiva segue-se excelente texto copiado na íntegra de folheto sobre orquídeas editado pela ASSOCIAÇÃO ORQUIDÓFILA DE SÃO PAULO - AOSP, de autoria do orquidólogo Sr. Denitiro Watanabe, de quem obtive autorização para esta publicação e agradeço por sua gentileza e colaboração. Querendo profundar-se nos assuntos aqui tratados, inclusive tendo em sua casa para uso diário dois ótimos MANUAIS com centenas de fotos e descrição de ORQUIDEAS HÍBRIDAS OU ESPÉCIES, vendidos pela AOSP, veja no final mais detalhes, fotos e como comprá-los. O texto a seguir ensina-nos:

a) Como situar as orquídeas.

b) Como pronunciar nomes de orquídeas;

c) Classificação por habitat;

d) Regras básicas de plantio;

e) Temperatura, Água e Umidade e Quando molhar a orquídea.

f) Tipos de substratos;

g) Luminosidade;

h) Adubação;

i) Pragas e doenças;

j) Quando dividir, plantar e replantar;

k) Floração.

TRIBUTO A DENITIRO WATANABE

Depois de publicado este artigo, recebi email da amiga orquidófila Katia Maria, de Niterói/RJ, com o seguinte: “(…)sou uma leitora voraz de revistas, livros, enfim tudo o que for relacionado a orquideas e outras plantas (roseiras, violetas, etc).
E ao ler uma revista me deparei com uma reportagem sobre Denitiro
Watanabe!
A história dele é incrível! Não sei se você conhece…
Ele com 70 anos cuida de mais de 2000 orquideas e 800 espécies e ainda tem tempo para escrever livros, participar de exposições, etc.
Quando da 2a. Guerra Mundial seus pais fixaram residência no
Brasil e cultivavam hortaliças e pessegos.
Por ter passado em um dos melhores colégios de São Paulo foi presenteado pelo pai com um bulbo de Cymbidium , pois o pai não tinha condições de lhe dar uma planta com flores e folhas. Dois anos depois ela floresceu.
A partir de então ele começou a sua coleção aos 11 anos de idade!

Sua orquidea mais preciosa é uma Cattleya walkeriana “Feiticeira” que lhe foi presenteada por um amigo sob a condição de nunca a vender.

E como voce divide com outras pessoas suas experiências e passa o ensinamento de nunca comprar plantas sem nome! Bonito, uma verdadeira lição de vida, não é?”

Emocionei-me lendo isso, e com esse texto presto homenagem do mundo orquidófilo a essa pessoa maravilhosa, cuja história é uma lição de vida a ser seguida!!! Obrigado sr. Denitiro, pelo muito que tem feito pela orquidofilia no Brasil!!!

CULTIVO DE ORQUIDEAS - autor: Denitiro Watanabe, orquidólogo.

a) SITUANDO AS ORQUÍDEAS: A orquídea pertence a uma família de plantas subdividida em mais de 1.800 gêneros e cada gênero possui de uma a centenas de espécies. O número total de espécies oscila em torno de 35.000, espalhadas pelos quatro cantos do mundo. O gênero Isabelia, por exemplo, possui apenas 2 espécies. O gênero Cattleya possui cerca de 70 espécies. E o gênero Bulbophyllum tem mais de mil espécies. As orquídeas mais populares são dos gêneros (C.) Cattleya, (L.) Laelia (lê-se Lélia), (Onc.)Oncidium (uma das espécies é conhecida como Chuva de ouro), (Milt.) Miltonia, (Den.) Dendrobium, (V.)Vanda, (Phal.) Phalaenopsis (lê-se Falenópsis), (Paph.) Paphiopedilum, conhecido como sapatinho (lê-se Pafiopédilum).

b) NOME DAS ORQUÍDEAS: Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas,para que sejam os mesmos no mundo inteiro e nenhuma língua viva prevaleça sobre a outra. Assim, costumam oferecer algumas dificuldades na escrita e na pronúncia. Veja os exemplos:

- O conjunto de vogais ae lê-se e. Ex.: Laelia (Lélia); Exceção: Aërides (Aérides).

- O conjunto de vogais oe também tem o som de e. Ex.: Coelogyne (Celógine).

- Ph tem o som de F. Ex.: Phalaenopsis (Falenópsis).

- X tem som de KS. Ex.: Xanthina (Ksantina).

- CH tem som de K. Ex.: Chiloschista (kiloskista), Pulchelum* (pulkelum), Chondrorhyncha (kondrorrinka), Chocoensis (Kocoensis), *Ornithorhynchum (Ornitorrincum).

- TI seguido de vogal soa como CI, exceto quando precedido de S, T ou X. Ex.: Constantia (Constancia), Neofinetia (Neofinecia), Bletia (Blecia), mas Comparettia (Comparetia), Pabstia (Pabstia).

*Nota do administrador: Acrescento aqui que na fonética do LATIM a consoante M no final dos nomes soa surda, débil, quase inexistente. Ex.: Catasetum (catasetu), Pulchelum (pulkelu) - evite-se acentuar a pronúncia do M final.

Segundo convenção científica, nomes de gêneros e espécies devem ser escritos em itálico ou grifados.

c) CLASSIFICAÇÃO POR HABITAT: De acordo com o lugar do seu habitat, as orquídeas são classificadas como EPÍFITAS, TERRESTRES ou RUPÍCOLAS.

EPÍFITAS, a maior parte das orquídeas vivem agrupadas em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois realizam a fotossíntese a partir de nutrientes absorvidos pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que se pensa, não sugam a seiva da árvore.

TERRESTRES: vivem como plantas comuns na terra. Ex.: Paphiopedilum, Arundina, Neobenthamia, Bletia, embora aceitem o plantio em substrato ou envasamento.

RUPÍCOLAS são as que vivem sobre as rochas, fixadas nos líquens das fendas. Ex.: Laelia flava.

d) REGRAS BÁSICAS PARA O PLANTIO: A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico de tamanho compatível com o da planta. É aconselhável o replante anual, ou pelo menos a cada dois anos, em virtude da decomposição ou deterioração do material.

Eis aqui algumas regras úteis:

1. Coloque uma camada de pedra no fundo do vaso (2 a 3 dedos) para permitir a rápida drenagem do excesso de água.

2. Complete com fibra de coco ou similar. Se houver pó, lave-o num balde com água para dispersar o pó. Evite substratos que contenham muito pó. As raízes necessitam de arejamento.

3. Certas orquídeas progridem na horizontal (rizoma), Laelia e Cattleya por exemplo, e vão emitindo brotos um na frente do outro. Para esse tipo de planta, deixe a traseira encostada na beira do vaso e espaço na frente para dar lugar a novos brotos (não enterre o rizoma, somente as raízes). Comprima bem o substrato para firmar a planta, a fim de que, com o vento ou um jato d´água, ela não balance, pois a ponta verde da raiz irá roçar no substrato, secar e morrer. Se necessário, coloque uma estaca para melhor sustentação.

4. Há orquídeas que dificilmente se adaptam dentro de vasos. Nesse caso, o ideal é plantar em tronco de árvore ou casca de peroba, protegendo as raízes com um plástico até a sua adaptação. Alguns exemplos dessas espécies são: C. walkeriana, C. schilleriana, C. aclandiae, a maioria dos Oncidiuns, Leptotes, Capanemias.

5. Orquídeas monopodiais (que crescem na vertical), como Vandas, Ascocendas, Rhynchostylis, Ascocentrum, devem ser plantadas no centro do vaso ou serem colocadas em cesto sem nenhum substrato. Nesse caso exigem um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes mas também as folhas com água adubada bem diluída. Por exemplo, se a bula do adubo líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água, ao invés de um litro, dilua em 20 litros ou mais e borrife, a cada duas ou três horas, principalmenten em dias quentes e secos. Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como exigem alta umidade relativa, pode-se, por exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada, encher de pedra britada e colocar a planta com o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega assegurem a umidade necessária.

e) TEMPERATURA, ÁGUA E UMIDADE e QUANDO MOLHAR A ORQUIDEA: A umidade relativa do ar (quantidade de vapor d´água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente, o que, aliás, também ocorre conosco. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidaderelativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.

Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes pela incidência de luz solar, pois o choque térmico pode causar pequenas lesões que servem deporta de entrada para doenças. Molhe pela manhã ou no fim da tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10 minutos para que as folhas esfriem. Somente, então, borrife as folhas, pois umidecê-las é extremamente benéfico.

-Quando devo molhar? Ouvimos com frequência esta pergunta e a resposta é infinitamente relativa. Se uma orquídea está plantada em substrato com pó, a rega pode ser semanal, mas, se estiver plantada em piaçaba ou casca de madeira, a rega deve ser diária. Quando se compra um vaso de orquídea, é útil verificar qual o substrato (material) em que está plantada, pois, dependendo dele, a secagem pode ser rápida ou lenta.

f) OS SUBSTRATOS MAIS COMUNS SÃO:

1. Fibra de coco com pó: secagem lenta.

2. Fibra de coco sem pó: secagem moderada.

3. Musgo ou cubos de coxim: secagem moderada.

4. Carvão ou piaçaba: secagem rápida.

5. Casca de pínus: secagem moderada, quando sem pó, e lenta, se tiver pó.

6. Mistura de grãos de isopor, casca de pínus e carvão: secagem rápida.

7. Casca ou tronco de madeira: secagem super rápida.

NOTA DO ORQUIDARIO CUIABÁ: O website “AORQUIDEA” do Mario A.G. Leal tem um excelente artigo complementando o assunto SUBSTRATOS, CLIQUE AQUI para saber mais no site dele.

A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos. Se você molhar com um regador um vaso ressecado, pode ocorrer de a áua encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco. Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos, ou atravé se um exame visual. Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso,par outro, pois, se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar.

g) LUMINOSIDADE: Luz é essencial. Uma planta não pode fazer sombra para a outra. O ideal é manter as plantas sob uma tela sombrite de 50 a 70%, dependendo da intensidade da insolação local. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz.

Existem orquídeas que exigem mais sombra: é o caso, por exemplo, de algumas microorquídeas, alguns exemplares de Paphiopedilum, da Miltonia colombiana. Para estas plantas pode ser usada uma tela de 80% ou uma tela dupla de 50% cada.

Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera coccinea que, se estiverem sob uma tela, poderão crescer vigorosamente, mas dificilmente darão flor.

h) ADUBAÇÃO: As orquídeas necessitam de alimento como qualquer outra planta. Quando o adubo for líquido, dilua um mililitro (é igual a um centímetro cúbico) em um litro d´água. Uma seringa de injeção é um medidor prático.

Quando for sólido, mas solúvel em água, dilua uma colher de chá (1g) em um litro de água numa frequência de uma vez por semana. Essas soluções podem atuar como adubo foliar, mas nunca aplique durante o dia, pois os estômatos das folhas (minúsculas válvulas) estarão fechados. Faça-o de manhã, antes do sol nascer, ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número de estômatos é maior na parte debaixo das folhas).

Concentração de adubo menor do que a indicada acima ou pelo fabricante nunca é prejudicial. Se diluir o adubo citado acima (um mililitro ou um grama) em 20 litros de água (ou mais) e com ele borrifar diariamente as plantas, você pode obter excelentes resultados. Corresponde ao tratamento homeopático. Dosagem maior que a indicada funciona como veneno e pode até matar a planta.

Se o adubo for sólido, insolúvel na água, como o adubo da AOSP, deve ser colocado diretamente no vaso, numa média de uma a duas colheres de chá, dependendo do tamanho do vaso, uma vez por mês. É preciso cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes expostas.

Obs.: Cessar a adubação quando o pseudobulbo estiver amadurecido, exceto para plantas monopodiais que tem crescimento contínuo.

i) PRAGAS E DOENÇAS: Plantas bem cultivadas, isto é, com bom arejamento, boa iluminação, num local de alta umidade relativa e bem alimentadas, dificilmente estão sujeitas a pragas e doenças. Falta de arejamento e de iluminação podem ocasionar o aparecimento de pulgões e cochonilhas (parece pó branco) que podem ser eliminados por catação manual ou com o uso de uma escova de dentes macia molhada com caldo de fumo, se forem poucas plantas.

Se o número de plantas for tal que impossibilite esse processo, você pode usar um inseticida adequado.

Planta encharcada pelo excesso de água ou submetida a chuvas prolongadas pode ser atacada porfungos e/ou bactérias, causando manchas nas folhas e/ou apodrecimento das raízes. O que ocorre é que os fungos ou nematóides que estavam em estado latente, ao encontrar condições favoráveis, se ativam e atacam as raízes.

No comércio existem muitos tipos de fungicidas e inseticidas, mas o manuseio requer cuidados especiais, pois são tóxicos para o ser humano e para outros seres vivos. Deixamos aquia a velha receita caseira docaldo de fumo que não é nocivo e é fácil de preparar.

Ferva 100 g de fumo de rolo picado em um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas. É importante ferver o fumo, pois pode ser portador do vírus do tabaco.

Para combater pulgões e cochonilhas, pode-se também usar spray doméstico, tipo mata moscas, baratas, formigas, etc, feito à base de água e não de querosene (aqueles à base d´água vem escrito no tubo bem visivel esse detalhe).Uma outra boa opção é usar o óleo da semente de Nim que atua como inseticida e fungicida, tomando o cuidado de aplicar quando a temperatura estiver abaixo de 20º C e à sombra.

j) QUANDO DIVIDIR, PLANTAR E REPLANTAR: A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extemidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre flambeie com uma chama (de um isqueiro, por ex.) o instrumento que vai usar para dividir a planta, para ter certeza de que a lâmina não está contaminada por vírus.

No caso de orquídeas monopodiais, como Vanda, Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para então, separar da planta mãe.

As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.

k) FLORAÇÃO: De um modo geral, cada espécie tem sua época de floração que é uma vez por ano. Convém marcar a época de floração de cada espécie e examiná-las periodicamente, pois, caso não floresçam nessa época, você poderá detectar que algo errado poderá estar acontecendo com a planta e tomar providências. Por ex., no verão, teos floração da C. granulosa, C. bicolor, C. guttata. No outono, temos a C. violacea, C. luteola, L. perrinii, C. bowringiana. Na primavera temos C. warneri, L. purpurata, C. gaskeliana. Existem orquídeas, como certas Vandas que, bem tratadas, chegam a florir até quatro vezes por ano (desde que não sejam atingidas por um inverno rigoroso). O mesmo ocorre com híbridos cujos pais têm épocas diferentes de floração.

VEJA AGORA FOTOS DOS MANUAIS DE ORQUÍDEAS VENDIDOS PELA AOSP - com a sra. Lídia, pelo telefone (11) 3207-5703 ou email para aosp@aosp.com.br, mediante prévio depósito na conta bancária da Associação Orquidófila de São Paulo. Comprei os dois manuais. O primeiro volume organizado pelos orquidólogos Denitiro Watanabe, Márcia Sanae Morimoto, Gílson Tadao Enoki Kihara e Lúcia Midori Morimoto possui fotos coloridas de 506 espécies de orquídeas com ficha de cultivo. O segundo volume possui fotos coloridas e fichas de 442 espécies e 295 híbridas, e foi organizado por Denitiro Watanabe e Márcia Sanae Morimoto. Se você quer saber mais sobre orquídeas e pesquisar sobre algumas de sua coleção que não sabe o nome, esses dois manuais são INDISPENSÁVEIS em sua biblioteca. Não se esqueça de dizer que tomou conhecimento dos manuais aqui no blog-site do Orquidário Cuiabá virtual. Talvez a simpática dona Lídia lhe dê umdesconto especial!Na simplicidade de um laboratório caseiro, é possivel com um investimento mínimo, reproduzir em grande escala as orquídeas que estão extintas nas matas ou prestes a desaparecerem de seus hábitats . Mesmo sem conhecimento de botânica ou de manejo de laboratórios sofisticados de biotécnologia, com equipamentos simples, podemos contribuir para a preservação de nossas orquídeas.


Com um investimento entre
50 a 100 reais e muita perseverança é possível tornar realidade uma antiga preocupação das pessoas que gostam de apreciar estas jóias da natureza que estão sendo tão destruídas nas matas remanescentes. Tenho em meu arquivo, uma carta de uma leitora do Pará, que ficou marcante em minha memória e que tenho sempre citado em minhas palestras . Diz esta leitora que mudou-se para uma cidade no meio da floresta amazônica há oito anos e as grandes árvores rodeavam sua casa e podia ver orquídeas em suas copas. Várias vezes pode apanhar das árvores que iam cortando, algumas espécies para cultivar em seu quintal e queria aprender multiplicar por sementes estas plantas pois hoje, após estes anos que reside no local, se quiser ver uma única árvore tem que andar no mínimo 50 km. Tudo virou pasto para gado. Que devastação! Quantas plantas perdidas. E por ironia sua cidade chama-se Novo Progresso. Precisamos com urgência aumentar o número de laboratórios caseiros para reproduzir nossas orquídeas antes que elas acabem. Usar um laboratório caseiro é tão simples que até mesmo crianças podem aprender a reproduzir orquídeas por semeaduras ou meristemas.


Uma orquídea polinizada poderá com suas cápsulas de sementes formadas, dar origem a milhares de novas plantas. Na foto, uma Cattleya labiata com seis flores e três cápsulas de sementes polinizadas na florada anterior há oito meses.

Equipamentos para o laboratório caseiro

A montagem do laboratório depende de quanto temos para investir em equipamentos. Podemos começar com uma caixa de papelão transformada em capela para os trabalhos em ambiente asséptico.


Com uma caixa de televisão de 21 polegadas preparada como vemos na foto e revestida internamente com papel alumínio, duas aberturas para as mãos, uma abertura atrás para exaustão de gases e a frente aberta revestida com plástico transparente e temos aí um equipamento muito prático e barato para as semeaduras de nossas orquídeas.

Uma capela feita com vidros temperados, como mostra a foto ao lado, é resistente e mais fácil para limpeza e também de baixo custo, é o ideal para iniciar as semeaduras.


Para o trabalho no interior da capela, precisamos manter uma lamparina a álcool acesa durante todo o tempo, como mostra a figura ao lado. Diversos frascos, podem ser usados, como vidros que sobram na cozinha, de geléias, de palmito, azeitonas, etc. Muito bom, pela tampa que permite um fechamento perfeito, são os frascos de alimentos para bebês .


Para a esterilização de frascos, instrumentos, meios de cultura, água destilada , precisamos uma panela de pressão. Observe a figura ao lado. O tamanho desta panela depende da quantidade de frascos que pretendemos utilizar de cada vez e também, é claro, de quanto podemos gastar para adquiri-la.


Um pequeno pulverizador para solução desinfetante feita com diluição de água sanitária 30% (hipoclorito de sódio) e água de torneira. Esta solução é utilizada para limpeza de todo material que vai para dentro da capela. Também utilizamos para lavar sementes e as cápsulas fechadas de sementes. Para desinfecção de explantes de meristemas, além desta solução de hipoclorito, usamos também uma solução de álcool a 70 %.


Um equipamento opcional e que pode melhorar o desenvolvimento dos protocormos durante as fases iniciais da cultura de meristemas, é um girador de tubos de ensaio feito com uma pequena vitrola elétrica adaptada como a que vemos na foto ao lado. Um equipamento barato e muito eficiente quando usamos meio de cultura líquido, sem ágar.

Meios de cultura para semeadura e meristemas

Para um laboratório caseiro, podemos preparar meios de culturas com componentes de fácil aquisição e de preços bem baratos. E o melhor, tão eficientes e em alguns casos até melhores do que os mais tradicionais meios usados em sofisticados laboratórios de biotecnologia. Em qualquer feira livre ou mercado de produtos para culinária caseira podemos adquirir os componentes para o meio de cultura. E quem sabe fazer uma vitamina para consumo, saberá também com certeza, fazer um excelente meio para reproduzir orquídeas.

Coco verde, banana nanica, tomate cereja, mamão, abacate, batata, açúcar, gelatina ágar-ágar, carvão, água destilada, eis aí todos os componentes para fazer um ótimo meio de cultura para semeaduras e cultura meristemática de nossas orquídeas. E as quantidades de cada componente podem ser medidas com colheres de sopa, de chá de café, xícara para café e um copo comum.

Receita de um meio de cultura para semeaduras

Todos os componentes devem ser de cultivo orgânico, sem agrotóxicos

1 – banana nanica semi madura com casca...............(metade) aproximadamente 50 g

2 – mamão...............................(uma colher de sopa bem cheia) aproximadamente 50 g

3 – tomate cereja...............................(cinco pequenos tomates) aproximadamente 50 g

4 – água de coco verde................................................( 1 copo) aproximadamente 120 ml

5 – açúcar .....................................................(1 colher de sopa) aproximadamente 20 g

6 – ágar-ágar.................................................(1 colher de sopa) aproximadamente 10 g

7 – pó de carvão............................................( 1 colher de chá) aproximadamente 01 g

8 – água destilada........................................................................... completar para um litro

Receita de um meio de cultura para meristemas

Todos os componentes devem ser de cultivo orgânico, sem agrotóxicos

Semi Sólido

1 – banana nanica semi madura, com casca....................(metade) aproximadamente 50 g

2 – mamão..................................(uma colher de sopa bem cheia) aproximadamente 50 g

3 – tomate cereja..................................(cinco pequenos tomates) aproximadamente 50 g

4 – abacate.................................(Uma colher de sopa bem cheia) aproximadamente 50 g

5 - caldo de batata. cozida...................... (Uma xícara para café) aproximadamente 50 ml

6 – água de coco verde....................................................(1 copo) aproximadamente 120ml

7 – açúcar.........................................................(1 colher de sopa) aproximadamente 20 g

8 – ágar-ágar..........................................(1 colher de sobre-mesa) aproximadamente 05 g

9 – pó de carvão................................................( 1 colher de chá) aproximadamente 01 g

10 – água destilada.............................................................................completar para um litro

Fim da Primeira Parte.

Considerações gerais

Uma pesquisa realizada no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais – Departamento de Biologia da Universidade Federal de Santa Maria, RS, no ano 2000, por A. L.Lopes da Silva, (Revista OrquidáRio, vol.17 nº 1) fazendo um teste comparativo entre os mais tradicionais meios de cultura usados nos laboratórios de biotecnologia (Knudsosn,C. 1946; Vacin & Went, 1949; Murashige & Skoog, 1962 e também, Lloyd & McCowood, 1981 ) e o meio de cultura que indicamos em meu Manual Prático de Cultura, 1996, 1a edição, com produtos orgânicos mas sem adubo , pudemos ter a certeza que com os componentes que utilizamos qualquer pessoa sem conhecimentos de botânica ou química, pode realizar com sucesso semeaduras e meristemas em um laboratório caseiro. Vamos repetir aqui a conclusão desta pesquisa : "os resultados desta pesquisa nos permitem concluir que esta receita é tão eficiente quanto os meios mais clássicos e superior no incremento de massa fresca das plantas". Desde aquela data (1996) vários outros meios de cultura desenvolvemos procurando simplificar cada vez mais as técnicas de reprodução assimbiótica de orquídeas e hoje , creio que estamos chegando a um meio de cultura ideal, acrescentando outros componentes, eliminando o adubo químico e procurando reduzir o tempo de permanência das plantas em frascos de cultura.

Estas receitas quando feitas com todos os componentes de cultivo orgânico, sem agrotóxicos, podem receber a semeadura após a esterilização sem necessidade de correção de nível de acidêz (pH). Não há portanto necessidade do aparelho pHmetro que é de custo elevado.

O tomate cereja que não existe em muitos lugares no país pode perfeitamente ser substituido por qualquer outro tomate, desde que de cultivo orgânico, sem agrotóxicos.

O açúcar orgânico também pode ser substituído por qualquer outro como o cristal, refinado, demeraba, melhor é evidente, é usar o açúcar orgânico produzido sem agrotóxico.

A gelatina ágar-ágar, extrato de alga marinha, pode ser encontrado em casas que vendem produtos de culinária oriental, como o Kanten usada com sucos de frutas para fazer gelatinas.

Estamos indicando quantidades aproximadas do ágar, pois é muito variável a consistência final da gelatina pela variação da qualidade deste componente. Hoje já temos experiências feitas para substituir o ágar –ágar por outros componentes mais fáceis de serem encontrados no comércio, como a gelatina sem sabor ou a maizena , utilizadas em culinária.

O pó de carvão melhor para meios de cultura é o vegetal ativado que é vendido em casas que comercializam produtos para laboratórios. Não sendo encontrado, pode ser substituido por pó de carvão de churrasqueira.