ORQUIDÁRIO VALE DA PRATA

EMPORIUM ORCHID

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Estufa de garrafa pet para orquídeas.

Amigos, eu aprendi a fazer uma estufa de garrafa pet e com isso ressuscitei várias orquídeas.
Vou descrever o passo a passo pra vcs, espero que gostem.

A estufa pet é recomendada para recuperar plantas debilitadas que tenham as raizes comprometidas ou já esteja sem raíz.

Material:

- 1 garrafa pet transparente..tamanho conforme o tamanho da planta
cortada logo abaixo da metade e muito bem lavada.
- 1 punhado de sfagno (musgo seco), 1 comprimido de benerva (benerva é uma vitamina a base de tiamina, vc encontra em qualquer farmácia.)
- 1 colher de café de adubo 30-10-10

Dissolver tudo em 750 ml de agua. Limpar bem a planta tirando fora as folhas e raizes mortas. Espremer bem o sfagno e colocar no fundo da garrafa e a planta por cima. Encaixar bem a parte superior da garrafa na inferior, de modo a nao entrar ar (eu passei fita adesiva na minha). De preferencia identificar a planta com a data que colocou na estufa pra controle.
Depois de mais ou menos um mês a planta começa a soltar raízes laterais.


CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR!!!!!! ABRAÇÃO A TODOS!!!!!!

Formulaçao do meio de cultura para o cultivo "in vitro" de boa parte das orquídeas


O que tenho feito para fazer as semeaduras e transferência entre frascos para crescimento dos meus cruzamentos, para cada litro de solução é o seguinte:

          

Dicas dos melhores substratos encontrados e aprovados!!!

Dicas para usar melhor os substratos 
- antes do plantio, lave bem o substrato com água quente , depois deixe-o de molho, no mínimo uma hora, depois passar em água limpa (enxaguar). Isso ajuda a eliminar o excesso de tanino (uma substância tóxica) e matar fungos e bactérias. 
- mensalmente coloque o substrato (com a orquídea junto) em um balde com água de torneira por 15 minutos. Assim serão eliminados os excessos de sais que podem queimar as raízes. É uma simulação do que acontece nas florestas, quando cai uma chuva torrencial. 
- faça adubações periódicas com npk 20.20.20, pois nenhum, dos substratos alternativos possui a vantagem de liberar tantos nutrientes quanto o xaxim.

Cada vez mais as autoridades ambientais brasileiras estão adotando medidas para inibir a utilização dos derivados de xaxim (dicksonia sellowiana), que está na lista de espécies de plantas em perigo de extinção. A cidade de são paulo, por exemplo, desde janeiro/03, colocou em prática uma lei que proíbe a comercialização de qualquer produto feito de xaxim. Outras cidades também estão seguindo este caminho e, daqui a um tempo, os tão comuns vasos e placas desse material tendem a rarear no mercado. Como o xaxim é o substrato mais usado para orquídeas, cultivadores de todo o brasil estão testando alternativas. O problema é que é difícil encontrar substratos à altura dele. Mas também não é impossível, já que essas plantas são espécies epífitas ou rupestres. Assim, precisam de algo que se pareça ao máximo com o galho de uma árvore ou uma rocha, dependendo do tipo da orquídea. Esse substrato cumprirá duas funções básicas: oferecer suporte e uma superfície que acumule nutrientes. 
A revista natureza teve o cuidado de indicar quais espécies de orquídeas estão apresentando melhores resultados com cada uma das opções disponíveis no mercado. 
“estou notando que o segredo é misturar dois ou mais desses substratos alternativos”, 
A maior parte deles, com exceção da piaçava (veja o aviso fique de olho), não representa risco para a saúde das orquídeas. No máximo, o que pode ocorrer são pequenos atrasos no desenvolvimento e na floração. Para evitar dor-de-cabeça, uma boa idéia é ir testando com as orquídeas menos importantes ou que estão em duplicidade na coleção. 
Quanto aos gastos, não se preocupe. Esses substitutos custam praticamente o mesmo que o xaxim e, às vezes, são até mais baratos. Por isso, testar vários deles é bom para as plantas e não vai machucar o bolso de ninguém.


1) carvão vegetal 
o que é: carvão comum, igual ao de churrasqueira, mas que sempre deve ser novo, pois os que já foram usados prejudicam a planta. 
Vantagens: o carvão vegetal sozinho é ótimo para locais de clima úmido. Já em locais de clima seco, deve ser acompanhado de outro substrato que retenha umidade (como o pinus, por exemplo). 
Desvantegens: necessita de adubações mais freqüentes. É muito leve, não segura a planta e, em razão de sua porosidade, tende a acumular sais minerais. Por isso, precisa de regas freqüentes com água pura. O carvão vegetal muitas vezes é fabricado a partir do corte de árvores de matas naturais, o que incentiva a devastação de florestas. Por último, o manuseio do carvão suja as mãos. 
Durabilidade: cerca de 2 anos. Depois disso ele fica saturado de sais minerais e começa a esfarelar. 
É indicado para: vanda, ascocentrum, rhynchostylis, renanthera, laelia purpurata, cattleya e oncidium. 
Retém umidade? Nâo 
adubação: semanal 
onde é encontrado: nos supermercados de o brasil. 

2) casca de pinus 
o que é: casca da árvore pinus elliotti. 
Vantagens: é fácil de ser encontrado e retém adubo. 
Desvantegens: possui excesso de tanino e se decompõe muito rápido. Também quebra com facilidade e não fixa bem a planta no vaso, necessitando para isso de um tutor. 
Durabilidade: no máximo 1 ano. 
É indicado para: cimbidium, vanda, cattleya e laelia 
retém umidade? Sim 
adubação: quinzenal 
onde é encontrado: regiões sudeste, centro-oeste e sul. 

3) pedaços de ardósia 
o que é: pedra, normalmente escura, utilizada para pisos. 
Vantagens: é rica em ferro, o que ajuda no crescimento e na floração. 
Desvantegens: não retém água. 
Durabilidade: longa e indefinida. 
É indicado para: orquídeas rupícolas como a pleurotallis teres e a bulbophyllum rupiculum. 
Retém umidade? Não 
adubação: quinzenal 
onde é encontrado: em lojas de pedras.

4) caquinhos de barro 
o que é: pedaços de vasos de cerâmica e telhas sempre novos, pois os mais antigos e já usados podem estar atacados por fungos. 
Vantagens: são porosos, conservam a acidez num nível bom além de reterem umidade e adubo. São bem arejados e sustentam melhor a planta no vaso. 
Desvantegens: não têm nutrientes. 
Durabilidade: no máximo 5 anos. 
É indicado para: vanda, ascocentrum, rhynchostylis, cattleya e laelia. 
Retém umidade? Sim 
adubação: quinzenal. 
Onde é encontrado: em olarias e lojas de jardinagem. 

5) pedras brita e dolomita 
o que é: pedras usadas em construções. A brita é de cor cinza e a dolomita é a branca, também usadas em aquários. 
Vantagens: são facilmente encontradas e ajudam no enraizamento das plantas. 
Desvantegens: retêm sais dos adubos e queimam as pontas das raízes de algumas espécies. Pesam mais que os compostos orgânicos. Necessitam de muita adubação pois não tem nenhum valor nutritivo. As britas soltam muito cálcio, o que pode prejudicar alguns tipos de orquídeas. 
Durabilidade: elas não se deterioram. 
É indicado para: cattleya e laelia purpurata 
retém umidade? Não 
adubação: semanal 
onde é encontrado: em lojas de materiais de construção. 

6) nó-de-pinho 
o que é: o gomo que se forma na araucária (araucária heterophyla) 
vantagens: os nós são colhidos do caule de pinheiros em estado de decomposição e não possuem substancias tóxicas. 
Desvantegens: é difícil de encontrar na maior parte do brasil. 
Durabilidade: longa e indefinida. 
É indicado para: cattleyas e micro-orquídeas 
retém umidade? Sim 
adubação: de 3 em 3 meses 
onde é encontrado: sul e sudeste.7) casca de peroba 
o que é: casca rugosa da árvore peroba-rosa (aspidosperma pyrifolium). 
Vantagens: grande durabilidade, rugosa, retém pouca água. Com esta casca, podem-se cultivar orquídeas na vertical, prendendo as placas de peroba numa tela de alambrado ou parede. 
Desvantegens: por ser um substrato duro, é preciso regar as plantas mais vezes. Também não retém adubo. 
Durabilidade: mais de 5 anos. 
É indicado para: orquídeas epífitas que gostam de raízes expostas, como miltonia, oncidium, brassia, brassavola, encyclia e cattleya walkeriana. 
Retém umidade? Não 
adubação: semanal 
onde é encontrado: em madeireiras. São sobras da fabricação de toras de peroba. 

8) caroço de açaí 
o que é: semente da palmeira muito comum na região amazônica. 
Vantagens: é barato e abundante, na região de origem dessa palmeira (belém e outras cidades do pará). Conserva a acidez num nível bom para as orquídeas e retém a quantidade ideal de adubo e de umidade. Também não possui excesso de tanino ou outras substâncias tóxicas. 
Desvantegens: em regiões úmidas, deteriora-se com muita rapidez devendo ser trocado, pelo menos, a cada 2 anos. As orquídeas devem ficar em local coberto para que o substrato não encharque. Não é encontrado tão facilmente em outras regiões do país. 
Durabilidade: 3 anos 
é indicado para: todos os gêneros de orquídeas cultivados no brasil. 
Retém umidade? Sim 
adubação: quinzenal 
onde é encontrado: norte.
9) coco desfibrado 
o que é: produto feito a partir de cocos que sobram da comercialização da água e são vendidos em estado rústico. 
Vantagens: contém macro e micro nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento da planta. Possui várias opções em vasos e outros formatos ‘a venda. Há versões vendidas sem o excesso de tanino, substância que pode queimar as raízes. 
Desvantegens: ñ retém muito adubo e é carente de nitrogênio. Não é recomendado para regiões frias e úmidas porque retém muita água e as raízes podem apodrecer. 
Durabilidade: +/- 3 anos. 
É indicado para: miltonias, oncidium e micro-orquídeas. 
Retém umidade? Sim 
adubação: semanal 
onde é encontrado: mercados e lojas de jardinagem. 

10) fibra de coco prensada 
o que é: produto industrializado feito a partir do coco desfibrado. Pode ser encontrado em forma de vasos, pequenos cubos, bastões, placas ou fibras. Um dos mais conhecidos é o coxim, que tem causado muita polêmica entre os orquidófilos. Alguns acham que é o substituto ideal para o xaxim, já para outros ele não é recomendável porque encharca. O nome é uma referência ao material utilizado (coco + xaxim) 
vantagens: conserva a acidez num nível bom e necessita de poucas regas, pois é muito absorvente. Demoram mais para aparecer crostas verdes (uma espécie de musgo) comuns nos xaxins e que, em excesso, podem prejudicar a planta. É ideal para regiões mais secas e quentes. 
Desvantegens: não retém muito adubo e é carente de nitrogênio. Ao absorver a água, o coxim aumenta um pouco de tamanho e se expande. 
Ao secar, volta ao seu volume original. Por esta razão, os cubos devem ser colocados de forma desarrumada e não socados em vasos, para não estoura-los. 
O excesso de tanino pode queimar as raízes. Não é recomendado para regiões frias e úmidas porque retém muita água e as raízes podem apodrecer. 
Durabilidade: +/- 5 anos (em regiões de clima seco) 
é indicado para: miltonia, phalaenopsis e vanda. 
Retém umidade? Sim 
adubação: quinzena
onde achar: nordeste
11) tutor vivo 
o que é: árvores de casca rugosa, como o abiu, o marmelo, a jaqueira, a romãzeira, a figueira, a gabirobeira, o limão cravo, entre outras. 
Vantagens: é o substrato que melhor imita as condições naturais das florestas. É excelente para compor situações de paisagismo e cultivo. 
Desvantegens: torna inviável transportar as orquídeas para outros lugares, como exposições, por exemplo. 
Durabilidade: enquanto a árvore estiver viva. 
É indicado para: todas as orquídeas epífitas (que crescem em árvores), como a cattleya labiata, a cattleya aclandiae, a laelia purpurata e a dendobrium nobile, entre outras. Só é preciso levar em consideração o clima do lugar. Não adianta colocar uma orquídea que gosta de umidade numa árvore em pleno cerrado, por exemplo. 
Retém umidade? Sim 
adubação: mensal 
onde é encontrado: nas matas 

12) casca da cajazeira 
o que é: casca da árvore frutífera cajazeira (spnodias venulosa). As indicadas são as grossas e duras que evitam os cupins e as brocas. 
Vantagens: os vãos nas cascas seguram a umidade que ajuda no enraizamento. A casca é renovável, o que a torna ecologicamente correta. 
Desvantegens: é difícil de encontrar. Decompõe-se facilmente por causa da umidade, do calor e das bactérias. Uma outra preocupação é o tanino. Elemento prejudicial que precisa ser eliminado. 
Durabilidade: mais de 5 anos. 
É indicado para: cattleya walkeriana e cattleya nobilior. 
Retém umidade? Não 
adubação: semanal 
onde é encontrado: em quase todo o litoral nordestino e no sudeste. 
A retirada da casca não prejudica a árvore por que ela é renovável.

13) casca de sambaiba 
o que é: casca da curatella americana, uma arvoreta de 3 m de altura parecida com o cajueiro, mas que não dá frutos. 
Vantagens: a casca é renovável, o que a torna ecologicamente correta. 
Desvantegens: na hora da coleta, pode gerar acidentes pois dentro da casca vivem animais peçonhentos como escorpiões. 
Durabilidade: mais de 3 anos. 
É indicado para: cattleya 
retém umidade? Não 
adubação: quinzenal 
onde é encontrado: em todo o cerrado brasileiro e alguns estados do nordeste. 

14) esfagno - fique de olho 
apesar de serem apontados como substitutos para o xaxim, estas opções apresentam alguns problemas. É um musgo retirado da beira dos rios, usado para cultivar mudas de orquídeas a partir de sementes. Apesar de ser encontrado em lojas especializadas, sua coleta é proibida pelo ibama e ainda não há cultivadores desse tipo de substrato no brasil. Quem compra esfagno está contribuindo para uma ação extrativista não controlada, igual à que ocorre com o xaxim. 

15) piaçava – fique de olho 
obtida da sobra na fabricação de vassouras, é um dos substratos que muitos orquidófilos estão olhando com desconfiança. “quem já usou, gostou enquanto ela era nova, mas com menos de um ano, surgiram problemas. Por isso, por enquanto é bom evita-la”, recomenda erwin bohnke. 
O problema a que ele se refere foi o aparecimento de um fungo que destrói as raízes da planta. Apesar dessa primeira experiência negativa, ela ainda está em estudo e não foi descartada. “no caso da piaçava, falta mais pesquisa. Talvez algum pré-tratamento transforme-a em um substrato eficiente”, diz bohnke.
Os pré-requisitos necessários 
Para substituir com eficiência o xaxim, o substrato alternativo deve ter as seguintes qualidades: 
- reter bem os nutrientes depois de cada adubação para libera-lo aos poucos. 
- ser facilmente encontrado no mercado. 
- não possuir substâncias que sejam tóxicas para a planta. 
- sustentar a planta com firmeza. 
- permitir uma boa aeração para raízes. 
- reter água na quantidade ideal, sem encharcar. 
- manter o ph equilibrado. 
- durar de 2 a 3 anos, pelo menos. 
Como é difícil encontrar uma opção que reúna todas estas características, a solução é unir um substrato que retenha muita umidade com outro que retenha pouca umidade. Assim, é mais fácil produzir um equilíbrio para a planta.